Sur l'amour...







Acabei de assistir o último filme de Malick, AMOR PLENO. Simplesmente, magnífico. O filme todo é um imenso poema, uma ode ao amor. Bem característico de Malick, seus filmes são vibrantes, mesmo imerso em quase 2 horas de sons, imagens, poucas palavras e muito sentimento. Cada cena, um quadro, uma pintura. Cada olhar, respiração, gesto, você sentia o amor lá. Intenso. Doloroso. Forte. O amor, plenamente, na tela. Javier Bardem está, pra variar, belíssimo no papel do padre que ama à Deus e O procura dolorosa e desesperadamente.Envolvente, apaixonante. Nos mostra ( mas isso eu já sabia) que na verdade, o mais importante é amar. Amar, sempre. Dar amor. Ser amado é consequência dessa doação. Como disse Osho: "...não é uma questão de ser amado, mas sim, de ser amor." Filme lindo. Fica a dica. Fica o amor. Pleno.

disconnect









Bem a calhar no meu momento. Mostra como a internet pode realmente atrapalhar a vida de uma pessoa, 
ou pessoas. Três histórias aparentemente "desconectadas" umas das outras, mas com um mesmo objetivo. Alertar para a falta de segurança, que nós, hoje em dia, temos com o advento da internet e suas "facilidades". Fácil se comunicar, fácil ser outra pessoa, fácil ter amigos, fácil ser aceito, fácil comprar, fácil pagar. E pagamos caro. Atrás de uma aparente doçura, existe um perigo inimaginável. Vidas são invadidas, a privacidade já não existe. Tudo e todos se tornam vulneráveis. Exagero? Acredito que não. Além disso, existe uma coisa tão grave quanto...o isolamento social. Não só nas ruas, festas, lugares públicos. Mas, principalmente, dentro de nossa própria casa. já não conversamos olho no olho com amigos, e nem com nossos familiares. Nos tornamos seres virtuais. Acredito que os robôs já existem e somos nós mesmos. Sem perceber e mansa e calmamente, o acesso a esse tipo de tecnologia vai nos tornando antissociais e alheios ao que acontece ao nosso redor. E pior: dentro de nós. Passamos a viver um mundo irreal, mas apresentado como real e tangível. Nos afastamos das pessoas, pensando estarmos próximos. Nós mesmos nos enjaulamos, pensando estarmos livres. Livres? Totalmente despidos, nus, em praça pública. Ou melhor dizendo, "sítio" público. Estamos sitiados tecnologicamente. Existe um lado bom? Claro. Sempre. Em tudo. Mas temos que aprender a usar o que nós temos a nosso favor. E saber usar. Saber. Sabedoria. No começo do post, disse que o filme veio bem a calhar com meu momento, pois sempre fui uma viciada em facebook, msn e seus derivados. Sem perceber que minha vida estava sendo muito exposta e eu estava perdendo a vida real. O que realmente é importante. Me senti invadida. Me senti frágil, ingênua. Excluí meu facebook e mantenho apenas esse blog e um e-mail. Estou me sentindo ótima, estou respirando. Que carência é essa que faz com que as pessoas precisem de amigos virtuais e precisem expôr suas vidas para ganhar curtidas, e comentários? Voltemos todos para a vida. VIDA REAL. O filme com certeza está agora na minha lista de favoritos e quem tiver curiosidade, não faz mal dar uma espiadinha nele. E pensar. Inté.